22.1.05

Capítulo 11

Oi pessoal! Primeiro de tudo, desculpem o mega atraso. Mas eu fui o que mais se ferrou quanto à época de postar. Peguei um final de período com um trabalho do Afonso de 13 páginas pra escrever e mais de 200 pra ler. Além disso, depois que acabei tive que ficar em Niterói, e todos sabem que lá não tenho computador. Mas bem, aqui está. Fiz ele curto porque agora é hora de ir fechando tudo. Quis deixar as coisas prontinhas pro Alvaro finalizar. Deixei o gatilho pronto pra ser pressionado. Realmente espero que vocês gostem. Ah, e desculpem a falta de parágrafos. Achei que ficaria melhor assim. Abraços. Bernardo Tonasse

Capítulo 11
Pi. Pi. Pi. Pi. Pi, fazia a máquina que monitorava Bia. Ela se sentia flutuando na cama. Seus 5 sentidos não enviavam para o cerébro mais do que algumas mensagenzinhas ininteligíveis, mas o instinto de sobrevivência não parece vinculado a esse tipo de coisa, pois logo a menina fazia um esforço desesperado para mover-se. Pi. Pi. Pi. Pi. Pi. De algum modo ela sabia que aquele borrão (a mão prestes a desligar os aparelhos) movendo-se na direção da máquina era muito mal-intencionado. Talvez quando a morte bate à porta ela traga consigo alguns poderes extra-sensoriais. Mas, de qualquer forma, o fato era que Bia estava aterrorizada, e fez de tudo para gritar, agarrar o borrão e chutar o seu dono, mas não conseguiu nada disso. Ainda estava muito mal. Como eu disse, ela se sentia "flutuando" na cama. Irônico como ela conseguia algo tão difícil como flutuar na cama mas não podia nem fazer o mais simples movimento para se salvar. Pi. Pi. Pi. Pi. Pi. Mesmo nervoso com o peugeot ameaçador na sua cola - à essa altura, ele tinha certeza de que era Renato, apesar de esse não ser o carro dele - Totti pegou o celular, e tentou ler a mensagem anunciada pelos pis do aparelho, enquanto segurava o volante com a outra mão. Ele estava agora numa das avenidas mais movimentadas da cidade, e o peugeot preto parecia preso a seu carro por um cabo. O carro francês imitava todos os seus movimentos, iplacável, impassível. Mas nenhuma busina, nenhum farol, nenhuma agressividade. O perseguidor tinha a frieza de um predador, farejando a presa na noite. "Está louco", pensou Totti. "Estou louco" - dizia a mensagem - "para ver até onde o seu carro vai aguentar. Meu tanque está cheio, e o seu? ;)". Totti olhou imediatamente o painel do carro - Murphy colocara a agulhinha lá embaixo, na reserva. "Filho da puta!", gritou, e pisou fundo no acelerador. Pi! Pi! Pi! Totti mal percebera a montoeira de apitos na frente do Teatro Encena, por onde passou a 140km/h. Uma linda loura de 1,65 e olhos castanhos apitava com toda a sua força, só parando de vez em quando para pegar mais fôlego para uma nova rodada de apitos estrondosos. E não era só ela que fazia barulho na frente do teatro no meio da madrugada. Dezenas de outras meninas, vestindo camisetas e portando faixas "MM 4ever" participavam do flash mob, protestando contra a "incompetência da polícia e inércia da justiça em punir logo os perpetradores de um crime hediondo. Porque sim, essa história de suicídio é balela. Nós sabemos o que acaba acontecendo com os grandes artistas. Veja o caso do John Lennon, por exemplo!", disse Ana Carolina (a linda loura, pra quem não percebeu) a um repórter mal-humorado. Mal-humorado porque o editor "ligou pra mim no meio da porra da madrugada pra cobrir um monte de menininha com fogo no rabo", pensava Túlio (o repórter, pra quem não percebeu). "Fábio!", gritou Ana. "Hein?", mugiu Túlio (sim, mugiu. Qual o problema? Se você fosse acordado no meio da madrugada pra cobrir um monte de menininha com fogo no rabo você também mugiria. Igual a uma vaca.). Ana apontava, estupefata, para o inconfundível peugeot que acabava de passar voando, colado com outro carro. Pi. Pi. Pi. O relógio de Renato anunciava as 2 horas da manhã. "Seu Maurício?!", Renato ficou estático, tentando entender como que sua vida tinha virado uma novela das 8. Pi. Pi. Pi. Os aparelhos que mantiam Bia viva ainda funcionavam, mas ela sabia que não por muito tempo. Desesperada, ela se sentia explodir por dentro, pois aquela sensação de impotência é a pior sensação do mundo, e te faz explodir por dentro. Mas Bia notou que a mão estava demorando demais para matá-la. O que é isso? Um som? Parece que a mão estava falando algo pra ela. Quer dizer, o dono da mão. Um risada abafada chegou a seu ouvido, seguida de uma torrente de palavras ásperas (também abafadas), das quais ela não entendeu uma letra. Ainda estava muito fraca. "O que você está fazendo aqui?!", perguntou Renato, ainda estático. "Calma Renato. Eu vim aqui para ajudar. Eu sei quem está por trás de todas essas mortes", respondeu o velho, calmamente. "Mas como você sabe de tudo o que está acontecendo? Você sumiu do mapa há anos!", insistiu Renato, ainda estático. "Ora Renato! Pare com isso e me ouça! Voltei quando li a notícia da morte do Marcos Motta. Você não lembra que eu era amigo do pai do Otto? Trabalhamos juntos, esqueceu?". Sim, Renato ainda estava estático. Pi. Pi. Pi. "outra mensagem daquele filho da puta", pensou Totti. Agora eles estavam na estrada. Só eles e a pista. Era por isso que Totti estava esperando. "Vamos ver do que você é feito, seu animal", disse Totti, enquanto olhava o peugeot inescrutável no retrovisor. Com sorriso de malícia nos lábios, ele pisou com tudo no freio, e o peugeot o acertou em cheio. Por alguns segundos Totti nem soube onde estava, pois os dois carros rodavam muito, descontrolados, pelo acostamento tomado pelo capim-navalha. Um capim de dois metros de altura, que logo cobriu os dois veículos quando estes pararam, alguns metros adiante. Totti estava inconsciente; batera a cabeça na porta. Mas seu celular, feliz da vida, continuava aceso, anunciando aquela mensagem. Mas a mensagem não vinha do carro de trás. Aliás, se Totti estivesse acordado para ver quem mandara o torpedo, ficaria extremamente surpreso. E, se lesse o conteúdo da mensagem, cairia pra trás, de tão atordoado. Pi. Pi. Pi. Bia ainda não conseguia mexer um dedo. Imagine não conseguir mexer um dedo mindinho quando alguém vem matá-lo devagarinho. Para piorar, ela logo percebeu que o assassino parara de falar, e a sua mão borrada voltava a se dirigir para os aparelhos que a mantinham viva. Disposta a um último esforço, tentou reunir todas as suas parcas forças para dar um berro. O que saiu foi um leve gemido. "Renato, você não faz idéia de quem está por trás disso. Tenho acompanhado suas investigações, você está totalmente perdido". Lídia devorava as palavras daquele senhor estranho que ela nunca vira na vida, mas que agora podia ser sua única esperança de se livrar disso tudo. "AS cores vermelha e dourada não te dizem nada, Renato? Anda, pense! Você realmente acha que isso não tem nenhuma simbologia? Não acredito que você esqueceu.", Maurício insistia, ansioso. Pi. Pi. Pi. A mão agora passeava pelo aparelho, sem intimidade nenhuma com ele. Procurava a melhor, mais fácil e rápida maneira de acabar logo com aquilo. Enquanto isso, os gemidos de Bia se multiplicavam, e ela já conseguia distinguir alguns contornos de seu algoz. "Anda, Renato! Pense!", dizia Maurício, agora rispidamente. Lídia olhava para um e para o outro, com o coração na boca. De repente, uma lembrançazinha abriu caminho, com muita dificuldade, entre uns neurônios brutamontes no cérebro do publicitário. "Peraí, deixa eu passar! ôu, tira a mão daí, isso é importante! ô gente, sai da frente! É caso de vida ou morte!". Se essa fosse uma história de comédia, essa poderia muito bem ser a fala da lembrançazinha voltando. Mas não é, então deixa pra lá. Voltemos à história: de repente, uma pequena lembrança desabrochou no cérebro de Renato. Ainda estático, ele sentiu todo o seu corpo formigar, como se seu sangue tivesse começado a circular ao contrário. Sim, claro! Só poderia ser isso! Mas, não menos repentina que memórias antigas são os gritos de terror, e, quando Renato iria justamente dizer, como que para si mesmo, triunfante, o nome que era a chave de todo o mistério, um berro inumano, disforme, que não pode ser transmitido num simplório "Ahhhhh!" foi ouvido em todo o hospital. Bia finalmente gritara.

5 Comments:

Anonymous Anônimo said...

são várias pessoas escrevendo isso aqui?

1:49 PM  
Blogger Bernardo Tonasse said...

Sim, mas o responsável pelo último capítulo não postou. Isso aqui está morto...

1:38 PM  
Anonymous Anônimo said...

Ciao Bernardo Tonasse ! Non potevi esprimere meglio il tuo pensiero riguardo a Capítulo 11 . Complimenti per il tuo blog, è davvero bello! Continua a tenerlo aggiornato! Se ti va di visitare il mio sito che riguarda scommesse clicca su questo link: qui troverai solo scommesse !

12:44 AM  
Anonymous Anônimo said...

Hello Bernardo Tonasse ! You built a really nice blog, congratulations! I would like to advise you my website about scommesse online . Only scommesse online !

2:55 AM  
Blogger Poeticamente... voando... said...

Oi Bernardo, vou comentar depois que agora n~tenho tempo pois estou correndo por aqui...

5:47 PM  

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